terça-feira, 13 de junho de 2017

CEFCX convida para palestra com Arif Cais


Meus amigos,
Convidamos para palestra com:

ARIF CAIS,

de Rio Preto, nesta quarta-feira, 14 de junho, 20:00 h, no Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, situado à Av. Alfredo Theodoro de Oliveira, 2195 - Solo Sagrado, São José do Rio Preto - SP, e também para o cafezinho fraterno.


Viver com Inteligência

Iniciamos esta nossa reflexão com o seguinte questionamento proposto por Allan Kardec aos Espíritos responsáveis pela Codificação Espírita e inserido no Livro dos Espíritos (1):

“23 O que é o Espírito?
– Espírito é o princípio inteligente do universo.”

Dando sequência ao assunto, o Mestre Lionês questiona:

“24 Espírito é sinônimo de inteligência?
– A inteligência é um atributo essencial do Espírito, mas ambos se confundem num princípio comum, de modo que, para vós, são a mesma coisa.”

O atributo inteligência é, notoriamente, passível de ser desenvolvido e sempre sob o comando da consciência e da vontade, com a finalidade de levar o Espírito à Verdade, com a consequente aquisição da felicidade eterna, conforme podemos confirmar na resposta dos Espíritos Superiores ao questionamento de Allan Kardec:

“115 Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus?
– Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los de Si. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. Os Espíritos adquirem esses conhecimentos ao passar pelas provas que a Lei Divina lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais depressa ao objetivo que lhes é destinado. Outros somente as suportam com lamentação e por causa dessa falta permanecem mais tempo afastados da perfeição e da felicidade prometida.”

Da resposta dada fica claro que não há privilegiados, e que nossa felicidade está posta em nossas próprias mãos, e para que evitemos dores e alcancemos a perfeição será necessário utilizar a nossa inteligência em sintonia com as Leis Divinas.

Mas o que é ser inteligente na Terra?

Como usar, adequadamente, nossa inteligência no nível em que se encontra?

As respostas podem ser facilmente encontradas (2):

“Não vos orgulheis do que sabeis, pois esse saber tem limites bem estreitos no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais uma das intelectualidades na Terra, não tendes nenhum direito de vos envaidecer por isso. Se Deus vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver vossa inteligência, foi porque Ele quis que fizésseis uso dela para o bem de todos. Esta é uma missão que Ele vos dá, ao colocar em vossas mãos o instrumento com a ajuda do qual podereis desenvolver, a vosso modo, as inteligências mais atrasadas e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro coloca nas mãos de seu aprendiz não lhe mostra que ele deve cavar? E que diríeis se esse aprendiz, ao invés de trabalhar, levantasse sua enxada para atingir o seu mestre? Diríeis que é horrível e que ele merece ser expulso. Pois bem, assim ocorre com aquele que se serve de sua inteligência para destruir a ideia de Deus e da Providência entre seus irmãos. Ele ergue contra seu mestre a enxada que lhe foi dada para limpar o terreno. Terá assim direito ao salário prometido, ou merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Ele o será, não há dúvida, e carregará consigo existências miseráveis e repletas de humilhações até que se curve diante d’Aquele a quem tudo deve. A inteligência é rica de méritos para o futuro, desde que bem empregada. Se todos os homens talentosos dela se servissem conforme a vontade de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, para fazer a Humanidade avançar. Infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e de perdição para eles próprios. O homem abusa de sua inteligência como de todas as suas outras capacidades e, entretanto, não lhe faltam lições para adverti-lo de que uma poderosa mão pode lhe retirar aquilo que lhe deu.”

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências Bibliográficas:
(1) Os números que antecedem as perguntas são as do Livro dos Espíritos;
(2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 7, Bem-aventurados os pobres de espírito, Instruções dos espíritos, Missão do Homem inteligente na Terra, pelo espírito Ferdinando, Espírito Protetor – Bordeaux, 1862.

Nota do Autor:
Os grifos são do autor deste texto.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/id%C3%A9ia-ideia-de-neg%C3%B3cio-neg%C3%B3cios-luz-2009484/>. Acesso em 13JUN2017.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Credenciais para o Mundo de Regeneração

É senso comum para aqueles com um mínimo de espiritualidade que estamos em transição para um novo estágio planetário, e a Doutrina Espírita nos esclarece dizendo que estamos experimentando o período final da condição de expiação e provas, e início do período de regeneração.

Trata-se de uma adequação natural que visa dar aos que já apresentam comportamentos morais tendendo aos valores exarados do Evangelho do Senhor Jesus, condições de se desenvolverem com mais velocidade e tranquilidade.

Nosso Senhor Jesus Cristo disse que a cada um é dado segundo suas próprias obras, e que os mansos herdarão a Terra.

Isso significa que matricular-se nas fileiras do mundo de regeneração que a Terra está adentrando requer esforço pessoal, portanto, intransferível, no sentido de fazer por merecê-lo, ou seja, é preciso apresentar certas credenciais, tais como, por exemplo:

– Tendência à paciência e serenidade; inclinação ao voluntariado que visa o bem comum; entendimento da necessária prática do perdão; envolvimento natural ao estudo em geral, etc.

Ao mesmo tempo requer-se do candidato ao mundo de regeneração que se esforce para repensar e eliminar seus valores culturais menos felizes, entre eles, por exemplo:

– Viciações de toda sorte; hábitos sensualistas; pessimismo e maledicência; gosto pela música barulhenta e filmes de terror; notícias sensacionalistas, etc.

A questão de se fazer presente no mundo de regeneração é a de identificar-se com um estágio superior em termos morais e espirituais, o que, naturalmente, chama-nos ao abandono de velhos comportamentos e reflexos condicionados ao longo de nossas reencarnações.

No sentido religioso podemos dizer que o acesso ao mundo de regeneração seria a salvação preconizada costumeiramente pelas religiões cristãs. Mas convém nos lembrarmos das palavras de Jesus a respeito quando diz que “quem quiser salvar sua própria vida vai perdê-la”, porque isso significa que se alguém quiser se salvar será preciso ajudar na salvação alheia, esquecendo-se de si mesmo.

Mas imaginemos uma determinada situação; conseguimos a “salvação”, tendo direito ao mundo de regeneração, mas um coração afeito ao nosso não a conseguiu. Que faremos a respeito? Seguiremos a nossa vida ou tentaremos acompanhá-lo nos mundos inferiores para consolá-lo e socorrê-lo?

Segui-lo, em socorro, mostra abnegação e generosidade, que são sentimentos presentes nas condições espirituais superiores. Portanto, podemos deduzir que para merecer acesso aos mundos superiores será preciso vivenciá-lo no íntimo, independentemente de onde estejamos localizados.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://www.nossolarofilme.com.br/>. Acesso em: 31MAI2017.